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A Balada do Amor Inabalável



Hoje eu desejo.

Que o encontro de cada ser consigo mesmo aconteça cada dia mais, que o mundo caminhe nessa corrente, estando sempre e muito mais em sintonia com a sua verdade, ou na batalha para descobri-la.

Que não se aceitem as verdades enlatadas, pasteurizadas, simplesmente passadas de geração para geração. Que cada um traga em si essa loucura de desabrochar independentemente do mundo que lhe assiste. Que nada seja absoluto, além da existência do mistério, visto que a vida é movimento.

Eu desejo hoje, mais do que nunca talvez, a plenitude na capacidade da entrega. Essa entrega ao mundo, esse encontro com o infinito que habita o fundo das almas e permanece, lamentavelmente, intocado em muitas estações do viver de cada um. Que sejamos o barro e não a forma, pois é o barro na sua simplicidade, que pode ter todas as formas, cada uma a seu tempo.

Que tudo seja sempre pouco. E a cada limite alcançado aquele que vive possa empurrar essa linha invisível do "consegui" para mais e mais longe em todos os sentidos do seu espirito. Que possamos receber a cada um e a todos com o acolhedor sorriso sem fronteiras da verdadeira totalidade do ser.

Porque somos, estamos, fazemos. Porque o roda do universo gira para frente e cada uma de suas moléculas integra esse pulmão imortal de vontades, descrenças, alegrias, expectativas, mudanças, trocas e lutas.

Porque para isso fomos criados.

 "Olho a lua mansa a se derramar

o luar descansa meu caminhar

Vim de longe, léguas , cantando eu vim

Não faço tréguas sou mesmo assim

Por onde for quero ser seu par."



Escrito por Bi@ às 01h40 PM
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Acho que, sem necessidade de maiores explicações, é mais ou menos isso por hoje. A infinita highway. A minha infinita highway. Sem motivos, mas, que motivos tenho pra estar?

Você me faz correr demais os riscos dessa Highway
Você me faz correr atrás do horizonte dessa Highway
Ninguém por perto, silêncio no deserto,
Deserta Highway
Estamos sós e nenhum de nós sabe exatamente onde vai parar
Mas não precisamos saber pra onde vamos, nós só precisamos ir
Não queremos ter o que não temos... nós só queremos viver
Sem motivos, nem objetivos, estamos vivos e isso é tudo
É sobretudo a lei da Infinita Highway
Quando eu vivia e morria na cidade, eu não tinha nada
Nada a perder
Mas eu tinha medo, medo dessa estrada
Olhe só, vê você
Quando eu vivia e morria na cidade
Eu tinha de tudo, tudo ao meu redor
Mas tudo que eu sentia era que algo me faltava
E à noite eu acordava banhado em suor
Não queremos lembrar o que esquecemos
Nós só queremos viver
Não queremos aprender o que sabemos
Não queremos nem saber
Sem motivos , nem objetivos
Estamos vivos e é só
Só obedecemos a lei da Infinita Highway
Escute, garota, o vento canta uma canção
Dessas que a gente nunca toca sem razão
Me diga, garota, será a estrada um prisão?
Eu acho que sim, você finge que não
Mas nem por isso ficaremos parados
Com a cabeça nas nuvens e os pés no chão
Tudo bem, garota, não adianta mesmo ser livre
Se tanta gente vive sem ter como comer
Estamos sós e nenhum de nós sabe onde quer chegar
Estamos vivos, sem motivos
Que motivos temos pra estar?
Atrás de palavras escondidas nas entrelinhas do horizonte dessa Highway
Silenciosa Highway
Eu vejo o horizonte trêmulo, eu tenho os olhos úmidos
Eu posso estar completamente enganado
Eu posso estar correndo pro lado errado
Mas "a dúvida é o preço da pureza"
E é inútil ter certeza
Eu vejo as placas dizendo não corra, não morra, não fume
Eu vejo as placas cortando o horizonte
Elas parecem facas de dois gumes
A minha vida é tão confusa quanto a América Central
Por isso não me acuse de ser irracional
Escute, garota, façamos um trato
Você desliga o telefone se eu ficar muito abstrato
Eu posso ser um Beatle, um beatnik ou um bitolado
Mas eu não sou ator, eu não tô a toa do teu lado
Por isso garota, façamos um pacto de não usar a Highway pra causar impacto
110, 120, 160, só pra ver até quando o motor aguenta
Na boca em vez de um beijo um chicle de menta
E a sombra do sorriso que eu deixei
Numa das curvas da Highway



Escrito por Bi@ às 12h44 AM
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Li esse pensamento e, nem sei porque, me deu vontade do copiar:

"Saímos pelo mundo em busca de nossos sonhos e ideais.
Muitas vezes colocamos nos lugares inacessíveis tudo aquilo
que está ao alcance das mãos.
Quando descobrimos o erro, sentimos que perdemos tempo
buscando longe o que já tínhamos perto.
Nos culpamos pela procura inútil, pelo desgosto que causamos.
Embora o tesouro esteja enterrado em sua casa,
você só vai descobri-lo quando se afastar.
Existem certas coisas na vida que só entendemos seu valor
quando a perdemos e a recuperamos!"

Talvez pela minha tendência a não enxergar minha vida como ela é, ou pela minha mania incorrigível de só dar valor às épocas da minha vida depois de já haverem passado. Seja como for, deixo aqui meu reconhecimento de que tudo que é bom, venha da origem que vier, vale a pena e deve ser lembrado sempre. Só é preciso que seja bem vivido, que seja sabido que o tesouro está e sempre estará enterrado na nossa casa, tão fundo na nossa alma que, por isso se torna tão difícil de enxergar. Seja qual for este tesouro, que ele faça parte das nossas descobertas,  dos nossos sonhos e da nossa verdade, guiando nossa vida ao encontro com a sua verdadeira essância.

"Love, devotion

Feeling, emotion

Don't be afraid to be weak

Don't be too proud to be strong

Just look into your heart, my friend

That will be the return to yourself

the return to innocencce."e apreciado ao seu extremo.



Escrito por Bi@ às 09h47 PM
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Nova noite que cai sobre os corações dos mortais

Nova lua que espia vidas imprecisas respirando a alma do mundo

Novas pessoas antigas que desdobram-se em muitas faces de uma mesma direção

Percebem-se as presenças quase encarnadas de sensações e sentimentos

impossíveis de identificar

Ao alcance dos olhos, a vontade inadvertida de sentir

vontade intrusa de origem confusa

Galopando por dentro, marcando no chão a trilha do momento

O aroma de um futuro já melancólico

criado pelo presente dissolvido em desconstrução.

Calmamente, a ânsia do desconhecido

suga cada poro e cada célula

A ânsia deste encontro com o impalpável  

que em cada volta do relógio

Impõe-se mais concretamente

ao destino, à existência, à discordância

do ser exposto à si mesmo

abandonado às próprias inconclusões. 



Escrito por Bi@ às 09h09 PM
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Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não arrisca vestir uma cor nova e não fala com quem não conhece .

Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o escuro ao invés do claro e os pingos nos "is" a um redemoinho de emoções, exatamente a que resgata o brilho nos olhos, o sorriso nos lábios e coração ao tropeços.


Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto, para ir atrás de um sonho.
Morre lentamente quem não se permite, pelo menos uma vez na vida, ouvir conselhos sensatos.
Morre lentamente quem não viaja, não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.


Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da sua má sorte, ou da chuva incessante.
Morre lentamente quem destrói seu amor próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, nunca pergunta sobre um assunto que desconhece e nem responde quando lhe perguntam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em suaves porções, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples ar que respiramos.
Somente com infinita paciência conseguiremos a verdadeira felicidade.

PABLO NERUDA



Escrito por Bi@ às 09h00 PM
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