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A Balada do Amor Inabalável



 Me veio à mente hoje, uma música do Guilherme Arantes (!) que, eu sei, é o cúmulo da dor de cotovelo com a vida rsrsrsrs, mas me soou tão verdadeira, porque identificou um sentimento de querer desesperadamente se sentir como no início de tudo, não de voltar ao passado, mas de se sentir tão bem quanto em alguns momentos do passado...

"Quando eu fui ferido

Vi tudo mudar das verdades que eu sabia

Só sobraram restos e eu não esqueci

toda aquela paz que eu tinha

Eu que tinha tudo, hoje estou mudo

Estou mudado

à meia noite, à meia luz

pensando

Daria tudo por um modo de esquecer

Eu queria tanto estar

No escuro do meu quarto

à meia noite, à meia luz

sonhando

Daria tudo por meu mudo e nada mais."

Aí, vem o Paulo Coelho:

O dom da profecia

Existe um lixo emocional: ele é produzido nas usinas do pensamento.
São dores que já passaram, e agora não tem mais utilidade. São precauções que foram importantes no passado - mas de nada servem no presente.
O guerreiro também possui suas lembranças, mas consegue separar o que é útil do que é desnecessário. Ele joga fora o seu lixo emocional.
Diz um companheiro:
"Mas isto faz parte de minha história. Por que devo abandonar sentimentos que marcaram minha existência?"
O guerreiro sorri, e segue adiante - sem procurar sentir coisas que já não está mais sentindo.
Ele está mudando - e quer que seus sentimentos o acompanhem.

E, pra encerrar, um verso que conheço há anos, que sempre se renova como algo cada vez mais verdadeiro para mim. Não vou chegar à nenhuma conclusão desta vez, vou só expor estas 'verdades' distintas e observar.

"Que a tua felicidade não dependa

do tempo, nem da paisagem, nem das circunstâncias.

Que ela possa vir de dentro pra fora,

de cada um, para todos."


 



Escrito por Bi@ às 12h03 PM
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"Direto do túnel do tempo..."

 

Conto de Fatos

Era uma vez

uma garotinha

ingênua e assustada

que aprendeu

que tudo na vida

depende de

resistir um pouco mais.

A garotinha

dos cachinhos ressecados

ficou com muito medo

Quando as bruxas, fantasmas

dragões e madrastas malvadas

Quiseram dominá-la

e trancá-la no porão.

Mas então,

mesmo sem príncipes, cavaleiros

ou duendes encantados da floresta

Ela bebeu  a poção mágica

da resistência,

se salvou

E viveu muito mais feliz.



Escrito por Bi@ às 01h57 AM
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Talvez acabe o sonho.

Talvez  falhe o riso.

Talvez morra o entusiasmo.

Talvez não.

Talvez ressurja das cinzas a forma,

talvez brote da mente a calma,

talvez venha do túnel a alma.

Talvez eu continue sendo eu, como sempre

Talvez reinvente todos os meus defeitos,

talvez me contente com os de sempre.

Talvez os amigos fiquem,

talvez voem para outra margem.

Sem certezas,

talvez

eu seja

o reflexo do que passou

ou talvez,

o lampejo do que virá.

Entre os indos e vindos,

talvez novamente

como no inicio

a criança de mim,

o princípio e o fim

juntos

sorrindo para tudo o que há de passar,

rindo para tudo o que pode ficar.

Tendo o único talvez

para acompanhar.

 



Escrito por Bi@ às 01h49 AM
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"Venham amigos, não é tarde demais para procurar um novo mundo, pois eu existo para velejar muito além do pôr-do-sol. Embora não tenhamos a força que antigamente movia céu e terra, o que nós somos, somos. Um bom caráter e corações heróicos enfraquecidos pelo tempo, mas fortes na vontade de lutar, procurar, achar e não ceder."

(Alfred Lord Tennyson)

 



Escrito por Bi@ às 01h39 AM
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