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A Balada do Amor Inabalável





Escrito por Bi@ às 12h22 PM
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“Tudo pode ser. Tudo é tal e qual. Muitos rios se encontram no mesmo oceano. Você, que esteve em cima e embaixo, no raso e no profundo, que se perdeu e se achou milhares de vezes, depois se perdeu de novo e segue se descobrindo... Você sabe que não há o que julgar. Compreenda a sua história. E também a de quem está aí na sua frente e nem sabe onde está.” – Oscar Quiroga.

 

 

Penso no ato de não julgar e em como a maioria das pessoas diz coisas como “eu não gosto de julgar, mas...” ou “quem sou eu para julgar” ou que “a gente não deve julgar os outros” e no fundo praticamente ninguém aplica esses conceitos, ou mais ainda, praticamente ninguém sabe do que está falando.

O não julgar, para mim, vai muito mais além de não avaliar ou discutir algo que outra pessoa fez ou viveu simplesmente porque não se está no seu lugar, afinal.

O não julgar é muito mais um sentimento de aceitação ou de solidariedade até. É muito mais um dizer “ok, você teve esta atitude que não aprovo ou sequer entendo, ou tomou esta decisão que para mim, é totalmente fora de propósito, mas lhe reservo a prerrogativa de fazê-lo, sem que isto me dê o direito de pensar menos de você ou a partir disso questionar o seu juízo.”

Não falo sequer de atos cometidos “contra” o julgador. Estes são, para mim, casos à parte onde cada qual saberá melhor o que lhe fere e tem absoluto poder de não aceitá-lo. Falo sim, das escolhas que cada pessoa faz para sua própria vida ou de características que lhe são inerentes. Falo da possibilidade miraculosa de que cada ser possa possuir totalmente a si próprio, sem que isto faça dele um potencial candidato para o banco dos réus.

Temo - sendo uma julgadora, tanto quanto qualquer outro – pelos  intransponíveis muros invisíveis que este julgar ergue entre nós e entre aqueles a quem amamos.

 

“(...)Você é como um anel, uma jóia valiosa e única.
Só pode ser avaliada por um especialista.
Pensava que qualquer um podia descobrir o seu verdadeiro valor?
- Todos somos como esta jóia.
Valiosos e únicos e andamos por todos os mercados da vida pretendendo que
pessoas inexperientes nos valorizem.(...)” – tirado de “O Anel”, desconheço o autor.

 



Escrito por Bi@ às 12h18 PM
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